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Solar é a única fonte a apresentar aumento de geração no Brasil pelo segundo mês consecutivo, diz CCEE

Data: Sábado, 25/07/2020 10:37

Segundo o boletim InfoMercado Quinzenal, produção fotovoltaica teve aumento de 34,8% em junho

Por Ricardo Casarin

A geração solar registrou aumento de 34,8% em junho e, pelo segundo mês consecutivo, foi a única fonte do Sistema Interligado Nacional (SIN) a apresentar crescimento na comparação com o igual período de 2019. A informação consta no boletim InfoMercado Quinzenal, divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

De acordo com o levantamento, a alta foi puxada pela entrada de novas usinas no sistema ao longo do último ano, ampliando a geração de 508 megawatts (MW) médios para 684 MW médios.

Conforme o boletim, a geração de energia elétrica no Brasil recuou 4,2% em junho. O resultado é atribuído ao reflexo da queda no consumo, decorrente dos impactos das medidas de combate à pandemia de Covid-19. O SIN registrou a produção de 59.798 MW médios no mês, frente a 62.446 em 2019.

A maior queda ocorreu ente as usinas eólicas, com recuo de 7%. De acordo com a CCEE, isso é explicado em parte pelo avanço de frentes frias do Sul para o Sudeste na primeira metade de junho, o que enfraqueceu a formação de um sistema de alta pressão e diminuiu os ventos no Nordeste. Hidrelétricas (-4,6%) e termelétricas (-2,7%) também tiveram redução nos volumes de energia gerada na mesma base de comparação.

Já o consumo de energia no SIN apresentou o menor índice de redução desde o início da adoção de medidas restritivas de quarentena e isolamento social. Os dados preliminares do boletim apontam para queda de 5,2% na demanda de junho, passando de 59.645 MW médios para 56.555 MW médios.

No Ambiente de Contratação Regulada (ACR), a queda foi de 5,2%, impactada pelo fechamento de parte do comércio de das indústrias. Porém, a CCEE ressalta que o consumo residencial registrou aumento no período. Já no Ambiente de Contratação Livre, a retração foi de 5,1%. Desconsiderando os efeitos das migrações de clientes do mercado regulado para o livre, o recuo seria de 9,5%.

A CCEE ainda aponta queda de demanda em quase todos os ramos de atividades. As maiores reduções foram as dos setores: têxtil (- 28,9%), veículos (- 27,5%), serviços (- 19,3%) e madeira, papel e celulose (- 12,9%).